Prefeitura de Palmas inicia o ano sem pagar os retroativos dos servidores

Prefeita não cumpriu promessa anunciada em 28 de outubro de iniciar o pagamento dos retroativos das progressões ainda em 2021
03/01/2022 03/01/2022 15:02 1185 visualizações

Na retrospectiva de 2021 os servidores municipais de Palmas foram da alegria à frustração com o descumprimento por parte da Prefeitura de Palmas de compromisso firmado pela prefeita Cinthia Ribeiro em evento público realizado no Dia do Servidor, 28 de outubro, de iniciar o pagamento dos retroativos das progressões ainda no ano passado. Em razão disto, o Sisemp vai aumentar as ações de cobrança pública. 

Após a proposta de parcelamentodo retroativo das progressões e titularidades, em até 60 vezes, apresentada pela Prefeitura e diante da insatisfação da maioria dos servidores, o Sisemp se pronunciou e solicitou reunião para discutir uma proposta mais justa. A Prefeitura recebeu os Sindicatos em reunião no início de novembro, e solicitou que apresentassem uma proposta dentro do limite de gastos de R$ 1.684.672,00 (um milhão, seiscentos e oitenta e quatro mil e seiscentos e setenta e dois reais).

Para o Sisemp estava aberta uma possibilidade de diálogo e negociação. Assim, o Sindicato apresentou uma proposta em 17 de novembro, respeitando o limite de gastos, porém com uma divisão mais justa que diminuiu consideravelmente a quantidade de parcelas, principalmente para os grupos que possuem menor valor a receber. Entretanto, diante da apresentação da proposta a Prefeitura de Palmas não se manifestou, deixando em aberto a questão: “Se a prefeita realmente queria pagar os retroativos, se há recursos conforme ela apresentou no evento do Dia do Servidor, qual o motivo para não pagar? ”.

Não é possível para o Sindicato aceitar uma proposta, que chega a ser desrespeitosa, que é parcelar todos os valores acima de R$ 4 mil em 60 vezes. Esse parcelamento desvaloriza o valor a receber pelo servidor, tornando a parcela irrisória, o que também é ruim para o município, pois esse recurso diluído não faz a economia girar.

“Acreditamos na boa vontade da Prefeita em cumprir o que é um direito adquirido. Entretanto, parece que se não for do jeito dela, não serve. Se é possível fazer um parcelamento mais justo, qual a razão de não o fazer? ”, questiona o presidente do Sisemp, Heguel Albuquerque.

“Desta forma, além de dar continuidade com as ações judiciais individuais já iniciadas, o Sisemp intensificará as cobranças públicas à gestão municipal e convocará todos os servidores a lutarem juntos por seus direitos. A gestão precisa entender que os servidores municipais merecem respeito”, conclui Albuquerque.